A Síndrome do Intestino Irritável (SII) É uma desordem funcional do intestino

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) É uma desordem funcional do intestino



Não se trata de um defeito anatômico, nem uma desordem física ou química identificável. Não é um câncer, tampouco irá causá-lo e, também, não causa outras doenças gastrointestinais.

Não há sinal de doença que possa ser vista ou medida, mas o intestino não está funcionando normalmente. É um problema comum, afetando cerca de 1 a cada 5 pessoas nos EUA, mais comum em mulheres, e mais frequente em momentos de estresse emocional. Geralmente tem início na fase de adolescência ou de adulto jovem, raramente aparecendo pela primeira vez após os 50 anos de idade.

O que parece ocorrer é uma associação entre um distúrbio da motilidade intestinal e uma percepção anormal de estímulos no intestino, que em pessoas sem o problema não acarretariam qualquer desconforto.

Sintomas

Dor e desconforto abdominal associado com alterações nas fezes são os principais sintomas, os quais variam entre as pessoas. Pessoas apresentam constipação, outros diarreia ou ainda alternância entre diarreia e constipação. Alguns referem sensação de estufamento e distensão abdominal, decorrente da fermentação de gases no cólon.

A SII afeta os movimentos do cólon, o transporte de gases e fezes e a quantidade de líquido absorvido. Nos pacientes afetados, os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarreia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água, deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.

Sangramento, febre, perda de peso e dor abdominal persistente e contínua não são sintomas da Síndrome e indicam outros problemas que precisam ser investigados.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito, tendo como base a história clínica e exame físico, não há nenhum teste específico para confirmação da síndrome. Na verdade, utilizam-se exames e testes laboratoriais para excluir outras doenças que possam ter sintomas semelhantes.

Tratamento

O primeiro e grande objetivo é a conscientização do quadro, como ele ocorre, o que faz melhorar e piorar os sintomas e a tranquilidade de que não evoluirá para doença grave. A partir deste ponto, da aceitação do quadro, o tratamento em si fica muito mais fácil.

Medicamentos são importantes para o alívio dos sintomas. Suplementos de fibras, às vezes laxantes, remédios para diarreia, calmantes, antiespasmódicos servem para melhorar muitos dos sintomas abdominais. Muitas vezes, antidepressivos apresentam grande efeito calmante e analgésico, com boa resposta ao tratamento.

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